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OBESIDADE – TIRE ESSE PESO DA CONSCIÊNCIA
Caracterizada pelo aumento da quantidade de gordura acumulada no corpo, a obesidade não é apenas uma insatisfação estética ou não sentir-se bem consigo próprio. Ela vai além disso, pois já se tornou um problema de saúde pública e seu tratamento requer muita determinação e persistência. A obesidade infantil, uma epidemia mundial, já atinge cerca de 10% das crianças brasileiras.
Tenha mais qualidade de vida
São raros os casos de obesidade causados por
problema de ordem médica, como os de glândulas tireóide, hipófise, etc. A
grande maioria dos casos relaciona-se com maus hábitos alimentares, vida
sedentária, fatores emocionais e herança familiar. Quem é obeso poderá
apresentar hipertensão, diabetes, aumento de colesterol, doenças
cardiovasculares e articulares e até alguns tipos de câncer.
ü Adote uma alimentação saudável desde a infância: evite frituras, alimentos gordurosos, farinhas brancas, açúcar, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Consulte um nutricionista.
ü Pratique exercícios físicos regularmente e não se esqueça da orientação de um educador físico.
ü Se confirmada clinicamente a obesidade ou outra doença decorrente do excesso de peso, só use medicamentos com recomendação médica.
ü Um psicólogo poderá ajudá-lo em caso de dificuldade em lidar com a obesidade no dia-a-dia.
ü Em caso de dúvidas sobre eventuais medicamentos no processo de emagrecimento, um farmacêutico poderá esclarecê-las, pois alguns remédios podem causar reações prejudiciais à saúde.
FARMÁCIA NÃO É UM SIMPLES
COMÉRCIO
A indução ao consumo desnecessário e irracional de medicamentos é uma realidade nas farmácias brasileiras. Descontos, cartões de fidelidade e promoções são estratégias rotineiras para incrementar as vendas. Comissões são “prêmios” para balconistas e farmácias praticam a “empurroterapia” junto aos usuários. A propaganda, por vezes enganosa e abusiva, continua sendo um estímulo para os usuários. Os balconistas predominam no atendimento e acabam por prescrever medicamentos desnecessários à população.
O Brasil precisa de uma política pública que altere os conceitos e as práticas das farmácias. De comércio elas devem passar a estabelecimentos de saúde. Para a promoção da saúde pública elas devem irradir noções sanitárias e promover o uso correto e racional dos medicamentos. Farmácias devem prestar assistência farmacêutica, como preconiza o SUS, através do profissional competente, o farmacêutico.
Lideranças das entidades do setor farmacêutico e dos Conselhos Regionais de Farmácia desde a década de 80 discutem critérios que transformem a farmácia em legítimo estabelecimento de saúde. Destes debates surgiram parâmetros para uma legislação que redefina a farmácia que o Brasil precisa. Conheça alguns dos aspectos que farão da farmácia uma unidade de promoção da saúde.
ü Conceituar a assistência farmacêutica;
ü Definir a farmácia como estabelecimento de saúde e unidade de prestação de serviços de interesse público;
ü Articular as farmácias ao Sistema Único de Saúde;
ü Reafirmar o farmacêutico como profissional responsável pela assistência farmacêutica nas farmácias;
ü Reafirmar as atividades do farmacêutico na farmácia;
ü Estabelecer a autorização dos conselhos Municipais de Saúde para a abertura de novas farmácias em acordo com critérios demográficos, epidemiológicos e geográficos;
ü Vedar às farmácias a promoção e a propaganda de medicamentos que induzam a auto-medicação e ao uso inadequado e irracional;
ü Proibir a dispensa de medicamentos pelo sistema de auto-serviço;
ü Responsabilidade solidária de farmacêuticos e proprietários;
Em todo o país centenas de entidades apóiam a campanha “Farmácia, Estabelecimento de Saúde”. Essa idéia materializa-se na mudança do marco legal, por isso apoiamos o Projeto de lei 4385 - aprovado na Comissão de Defesa do Consumidor e pronto para votação pelo Congresso Nacional. Além de uma nova legislação é preciso conscientizar a população sobre a função social das farmácias. Assim, atingiremos os princípios constitucionais: promover a saúde e a qualidade de vida. Apóie esta idéia e faça parte dessa história!
O direito à saúde e a defesa da cidadania
Fazer das farmácias estabelecimentos de saúde é uma política
pública urgente para que se efetive a prevenção, recuperação e promoção da
saúde do povo brasileiro. Os serviços públicos e privados de saúde compõe o
Sistema Único de Saúde. É o SUS que regula, fiscaliza e controla o setor
privado. Entretanto, a regulação dos serviços privados pelo SUS não inclui as
farmácias e drogarias. Farmácias são consideradas “estabelecimentos
comerciais”, medicamentos “produtos” e os usuários “consumidores”.
Prevalece a lógica comercial num serviço que deveria estar
voltado a promoção da saúde.
A lei que regulamenta o SUS diz que o Sistema deve ser integral,
universal e equânime no atendimento à população. A lei garante também a
assistência farmacêutica aos usuários.
Acesso a medicamentos
O “acesso” aos
medicamentos presume não apenas o poder de compra. Mas sim o acesso ao
medicamento adequado, com uma finalidade específica, em dosagem correta, pelo
tempo apropriado e que a utilização racional tenha como conseqüência a solução
dos problemas de saúde.
Saúde em Risco
São inumeráveis os prejuízos causados pelas práticas comerciais
nas farmácias. Por ano cerca de 20 mil casos de intoxicação por medicamentos
são notificados aos serviços de saúde. O consumo sem orientação e prescrição de
alguns medicamentos, como os antibióticos, resulta no fortalecimento de vírus e
bactérias e na ineficiência dos tratamentos.
ü
ü 50% de todos os medicamentos são prescritos,
dispensados ou usados inadequadamente;
ü 75% das prescrições de
antibióticos são errôneas;
ü Apenas 50% dos pacientes
tomam os medicamentos corretamente.
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